Projeto de comunicação colaborativa é sucesso no @festivalcanja

Por Gabriel Ruiz | Enxame Comunicação

Amanhã faz exatamente uma semana que os trabalhos da #canjacolaborativa, projeto de cobertura participativa/colaborativa do @festivalcanja encerraram-se. A ideia é inspirada na maior cobertura em rede de que já se teve notícia no Brasil, da edição 2009 do Macondo Circus e tem o objetivo de produzir uma grande cobertura, bombardeando o site com informações (textos, fotos, vídeos e audios) fresquinhas acerca do festival. Em cada noite o Enxame montou uma ilha de edição nos lugares onde o CANJA aconteceu, possibilitando a produção de conteúdo instantâneo.

Ilha de edição - @festivalcanja, festa CANJA VIBE, no Absolut Bar; Foto: Tássia Zanini

Foram cerca de 14 inscrições e três encontros presenciais antes dos trabalhos começarem. Nas reuniões, um breve panorama sobre o que se trata cobertura colaborativa, de onde vem a ideia, como é a dinâmica de trabalho em tempo real e divisão das equipes de cobertura.

O resultado surpreendeu. Foram quase 70 postagens em seis dias e mais de 600 acessos neste período (16 a 22/6). Tal sucesso se deveu a preocupação de deixar claro como funcionariam os trabalhos durante o festival e, principalmente, a liberdade que foi dada aos envolvidos. Fruto também do espírito que permeou vários dos eventos do Canja: trabalhar e também se divertir.

Renata e Daniel Górds entrevistando o grupo Solar - @festivalcanja; foto: Marina Paschoalli

Outro aspecto positivo do projeto foi conhecer comunicadores interessados na cena underground/alternativa/independente de Bauru, que podem via a somar bastante com trabalhos e realizações futuras do Enxame. Conheça a equipe, o projeto.

@enxamecoletivo agradece imensamente à participação e dedicação da equipe colaborativa: Carol, Górdis, Tássia, Renata, Marina, Neto, Mourinos, Amanda, Patrícia, Paulinha, Helena e Ale...

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Vivências na sede do Coletivo durante o @festivalcanja

Durante quatro dias, tivemos muitas vivências, experiências, almoços, entre outras atividades coletivas. O espírito de alegria e conhecimento permeou vários momentos na sede do Enxame Coletivo. Neste vídeo, dá pra notar um pouco do que rolou no sábado (19/6).



Assista mais VÍDEOS produzidos pela equipe #canjacolaborativa durante o festival.

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Confira como foi "Balada de um Palhaço" - peça que abriu o @festivalcanja



Após a execução do projeto #canjaverde, de noite foi a vez da abertura oficial do @festivalcanja acontecer. Editado por Daniel Górdis, o vídeo mostra alguns momentos da peça.

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Amanhã acontece a I Feira de Economia Solidária

A partir das 9 da manhã no Parque Vitória Régia, rola a  I Feira de Economia Solidária de Bauru. Além da chance de praticar o consumo solidário e consciente quem aparecer por lá pode participar da oficina de geodésica e da palestra sobre redes solidárias com o pessoal do Fórum Paulista de Economia Solidária.

*Para informações sobre economia solidária e programação completa acesse o blog da Ecosol Bauru.

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@festivalcanja começa com plantio de árvores - #canjaverde





Na manhã de hoje o @enxamecoletivo e parceiros, como o Moitará, SEMMA e a banda Supersônica fizeram o plantio de 65 mudas de árvores para neutralizar a emissão de carbonos do @festivalcanja. A ação inaugurou o festival no calor desta quinta-feira.

Leia mais sobre o festival no blog da #coberturacolaborativa:
www.canjacolaborativa.blogspot.com

O Festival começou hoje e já temos vários colaboradores publicando conteúdo, acesse.

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Festival CANJA começa hoje e segue até domingo

Maior evento produzido pelo Enxame Coletivo em 2010 terá ampla programação cultural, com shows, filmes, oficinas, teatro, circo e mais

A partir de hoje a agenda cultural de Bauru estará movimentada. Nos próximos dias, de 17 a 20 de junho, a cidade recebe o CANJA - I Festival de Artes Integradas de Bauru – festival que pretende integrar as artes.
Artistas de várias localidades e de Bauru promovem música, teatro, espetáculos e intervenções de teatro, curtas-metragens, vídeos-debate, oficinas, palestras, performance e circo, circulando por seis pontos da cidade: Teatro Municipal "Celina Alves Neves", Parque Vitória Régia, Agência Propag, Pub Absolut, Alecrim Bar e sede do Enxame Coletivo. “Pegamos um pouquinho dos festivais independentes do País e trouxemos pra cá” - explica o assessor de imprensa do evento, Gabriel Ruiz.

Promovido pelo Enxame Coletivo e Circuito Fora do Eixo - redes de produção e distribuição culturais independentes que vêm movimentando Bauru desde janeiro deste ano -, o CANJA vai interagir bastante com a cadeia produtiva local. O evento tem o apoio das Secretarias de Cultura e Meio Ambiente (SEMMA), da INCOP e do Grupo Moitará, além de ser patrocinado por estabelecimentos comerciais.

Conheça o festival e a programação completa no site:
www.festivalcanja.com

*postagem de número 100 ((:

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Festival CANJA realiza ação de neutralização de carbonos

Com apoio da Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA), evento cultural promove neutralização de carbonos nesta quinta (17)

Por Carolina Monteiro | Enxame Coletivo



O link entre a sociedade civil e o poder público em prol do meio ambiente se concretiza na manhã desta quinta-feira. À partir das 9h, na quadra dois da Rua Iacanga, o Festival CANJA – I Festival de Artes Integradas de Bauru – e a SEMMA executam o projeto “CANJA Verde”, ação de plantio de mudas de árvores para neutralizar o número de carbonos emitidos na produção do festival.

“O objetivo é agregar valor cultural a uma ação ambiental e mostrar que até em eventos culturais é possível agir política e sustentavelmente”, explica o idealizador do projeto e produtor do festival, Gabriel Ruiz. Ao todo, 65 mudas de árvores serão plantadas, o que corresponde à compensação da emissão de CO2 realizada ao longo do festival. Além dos integrantes do Enxame Coletivo, realizador do CANJA, participam da ação, funcionários da SEMMA, artistas que se apresentam no festival, como os das bandas Supersônica e The Almighty Devildogs e de grupos artísticos como o Moitará.

Complementando a atividade, no sábado (19) acontece a palestra "Como reduzir a emissão de carbonos em eventos culturais", com a mineira e gestora ambiental da Associação Coletivo Peleja, Maíra Miller. A palestra propõe um exercício de transdisciplinaridade em torno da dimensão sócio-ambiental da produção cultural. Maíra Miller é pós-graduanda em gestão e educação ambiental, graduada em tecnologia em saneamento e controle ambiental pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fundadora e gestora do Programa Sócio-ambiental “Arbom-livre”.

Serviço:

CANJA Verde
Local: Rua Iacanga, quadra 2, Jardim Aeroporto
Horário: a partir das 9h

Palestra: "Como reduzir a emissão de carbonos em eventos culturais"
Local: Agência Propag - Rua Nilo Peçanha 1-66
Horário: 14h às 18h
Atividade gratuita

Sobre o CANJA

Bauru sedia de 17 e 20 de junho de 2010, a primeira edição do CANJA – Festival de Artes Integradas de Bauru. O festival vai reunir uma série de manifestações artísticas: shows musicais, espetáculos e intervenções teatrais, curta-metragens, vídeo-debate, oficinas, mostra de fotografia, palestras, além de um Encontro de Pontos de Cultura paulistas, o “Entrepontos”.
www.festivalcanja.com

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Campanha de hospedagem solidária reduz custos de eventos culturais em Bauru

Além de baratear e promover integração das pessoas, campanha visa ao desenvolvimento de moeda alternativa baseada na troca de serviços

Por Gabriel Ruiz | Enxame Coletivo



Imagine 14 bandas, com média de quatro integrantes cada uma. Isso dá 56 pessoas. O hotel mais baratinho da cidade custa R$17 a diária individual. Para hospedar todo este contingente o total é de R$952,00, valor que pode inviabilizar qualquer evento cultural. Pensando justamente na redução de gastos, uma das opções é a campanha de hospedagem solidária. Desde fevereiro deste ano o Enxame Coletivo - núcleo de produção e difusão da cultura independente em Bauru - utiliza a campanha, que se intensifica em junho durante o Festival Canja (www.festivalcanja.com) - evento realizado entre 17 e 20 de junho.

Este tipo de campanha já acontece em festivais internacionais, como o Pop Montreal (Canadá), mobilizando a cidade na recepção de artistas estrangeiros. Em Bauru, a ação tem funcionado com adesão de amigos, estabelecimentos parceiros e entusiastas, que já abrigaram mais de 70 artistas e de diferentes estados do país. “É uma ferramenta importante, pois além de enxugar a produção, coloca artistas em contato direto com pessoas da sociedade, proporcionando trocas, diálogos e fluição de conhecimento informal” - constata Isis Maria, responsável pela sustentabilidade do Enxame Coletivo.
Para Isis, a intenção é criar uma rede de suporte em hospedagem que esteja disponível na cidade, cadastrando os lugares e o que eles podem oferecer aos visitantes “não só para eventos produzidos pelo Enxame” - ressalta.



Moeda Solidária (M$)
Outro fator interessante da ação é a criação de fundo para a implantação de uma moeda alternativa, que pode circular entre os participantes da campanha e do empreendimento, no caso, o Enxame Coletivo. Baseados na troca solidária (sem fins lucrativos), o coletivo "paga" as pessoas que aderem a campanha com convites para freqüentar os eventos. Para o Festival CANJA, apostando nessa geração de lastro, criou-se uma cota de M$40 (Moeda $olidária), que será usada para "custear" os hospedeiros. Caso a cota não seja utilizada durante o Festival, ela pode ser trocada por entradas em outros momentos, deixando a moeda circular.


Serviço:
Campanha Hospedagem Solidária Canja 2010
de 17 a 20 de junho, interessados em participar enviar email para atendimento@festivalcanja.com para saber mais e receber formulário de cadastro;
Em troca da hospedagem, hospedeiro recebe M$40 que valem a partir de 18 de junho e podem ser gastos durante o ano.
Mais informações sobre o festival: em www.festivalcanja.com

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Chega a hora de mais uma turnê Fora do Eixo

Em sua quarta experiência consecutiva no ano, Turnê Fora do Eixo coloca na estrada banda paulista "Os Rélpis"



A partir do dia 17 de junho a Agência Fora do Eixo promove a quarta turnê do ano, integrando estados, produtores, artistas e fomentando as cenas musicais do interior. Quem embarca para cruzar cidades de Minas Gerais e São Paulo, realizando mais de dez shows ininterruptos é a banda paulista Os Rélpis, de Araraquara. O quinteto levará seu colorido sonoro, mistura de tropicália moderna com rock n roll à três cidades mineiras e outras oito paulistas. "Tracei rotas, contatei as cidades e fechei os planos da turnê, é uma sensação de controle do processo bem legal", conta Rafael Barone, que organizou grande parte da viagem; Barone, além de guitarrista dOs Rélpis também faz o planejamento do Colméia Cultural, coletivo de Araraquara.
Os Rélpis, porém, não se apresentarão sozinhos. Nos quatro primeiro shows, terão a companhia ilustre dos mineiros da banda Vandaluz, além de outros dois shows ao lado da mineira Porcas Borboletas, artista que encabeçou a turnê Minas - SP de março.

+ foto + blog
As turnês Fora do Eixo têm se mostrado um laboratório importantíssimo para artistas, produtores e até mesmo para o público, desenvolvendo e afirmando o cenário musical contemporâneo. Além das bandas, haverá uma exposição de fotos circulando. Cada cidade visitada terá uma exposição de fotos com material do dia anterior da viagem. As fotos serão escolhidas pelo coletivo local e expostas durante os shows.
E como vem acontecendo também desde março, relatos, vídeos e coberturas dos shows, viagens e dia-a-dia estarão expostos diariamente no site: http://foradoeixotour.wordpress.com/. Na tour de junho, os cantores e também escritores Vane Pimentel e Garboso Pavão, do Vandaluz e dOs Rélpis respectivamente, além de outros colaboradores, publicarão impressões e poesias inspiradas no cotidiano da turnê.

Cidades por onde a tour vai passar:

17/06 - Patos de Minas: Os Rélpis + Vandaluz
18/06 - Uberaba: Os Rélpis + Vandaluz
19/06 - Uberlândia: Os Rélpis + Vandaluz
20/06 - Bauru: Os Rélpis + Vandaluz + Festival Canja
21/06 - São Carlos/Rádio Ufscar: Os Rélpis
22/06 - Campinas: Os Rélpis
23/06 - Sorocaba: Os Rélpis + Banda Local
24/06 - Araraquara: Os Rélpis
25/06 - Batatais: Os Rélpis + Banda Local
26/06 - São Carlos: Os Rélpis + Porcas Borboletas
26/06 - Ribeirão Preto: Os Rélpis
27/06 - São José do Rio Preto: Os Rélpis + Porcas Borboletas

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Enxame Coletivo idealiza cobertura colaborativa para @festivalcanja

Proposta pretende inovar esquema de cobertura com a participação ativa de estudantes, comunicadores e agentes da cidade

Por Isis Maria | Enxame Comunicação

QG de edição do Festival Macondo Circus 2009

Pensando na interatividade, rapidez e ineditismo, o Festival Canja - festival de artes integradas de Bauru - abriu inscrições para estudantes, comunicadores, agentes e demais interessados em participar do CANJA Colaborativa. O projeto de cobertura colaborativa/participativa pretende formar equipes para produzir material de áudio, vídeo, texto e fotografia durante os quatro dias do Festival: 17 a 20 de Junho. Através de um formulário de inscrição presente no site www.canjacolaborativa.blogspot.com, os interessados podem se cadastrar.



As inscrições serão aceitas até as 18h do dia 14/06 e as reuniões acontecem na sede do Coletivo nos dias 15 e 16/06. O preenchimento do formulário determina as áreas de interesse de participação, além de mapear equipamentos disponíveis e que podem ser usados nos QG´s e ilhas de edição que devem ser montadas nos locais onde ocorrem as atrações.


Baseado na inteligência coletiva e conceitos de internet livre, ação semelhante já foi desenvolvida em outros festivais como o Macondo Circus 2009 (vídeo acima), que acontece anualmente em Santa Maria (RS) e contou com a participação de cerca de trinta pessoas, que produziram 130 postagens entre áudio, vídeo, foto e texto. Gabriel Ruiz, responsável pela comunicação do Enxame e também idealizador do projeto em Bauru, explica:

"A intenção dessa cobertura é espalhar uma experiência que já acontece em alguns lugares, conhecer comunicadores locais e produzir um laboratório do que a gente planeja levar a eventos futuros, servindo de molde para outras ações que o coletivo desenvolver pela rede. Assim, também proporcionamos as pessoas envolvidas que conheçam o trabalho do coletivo por dentro, participem da vivência de cobrir um festival, sempre pensando em agregar pessoas na construção da cena local."

Serviço:
Interessados em participar da equipe da cobertura participativa do Festival Canja devem ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição disponível em www.canjacolaborativa.blogspot.com. Mais informações contato@festivalcanja.com ou (14) 3208-2057. 
As reuniões da equipe acontece nos dias 15 e 16 de junho, em horário a definir com os inscritos na sede do Enxame Coletivo, na rua Agenor Meira 12-39 Centro.

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Pré-CANJA acontece debaixo de chuva e mistura várias manifestações artísticas

Trova e trovoada. 
Thor me evoca a força dentro de uma menina avoada. 
Vento livre não é lei, nem nuvem afasta. 
Acinzenta o vinho céu. 
(Paola Benevides, de Fortaleza/CE)

Em noite de lançamento do Festival CANJA, a chuva integrou-se às artes: música, teatro e malabarismo

Por Gabriel Ruiz | Enxame Comunicação

Perto das 20h - uma hora antes da Festa de lançamento do Festival CANJA (leia aqui e aqui) - a água começou a jorrar do céu. Instantaneamente, lembrei-me da primeira noite do Festival GAIA (Araraquara), que aconteceu em março, debaixo de chuva grossa e envolto do verde do Pqe. Pinheirinho.

Num cenário bucólico úmido bastante parecido - o Aldeia Bar - o pré-CANJA brotou. Mesmo com ligeiras pausas e calmarias no decorrer da noite, a chuva afastou o público. "Uma pena mesmo né? Porque o evento foi muito bom mesmo" - enfatizou no fim da noite, com um sorriso aberto no rosto a Liz, proprietária do Aldeia.

Módulo I - portaria
Geralmente quem abraça o árduo trampo de "porteiro" nos eventos do Enxame é o Lucas Maia (também conhecido como Grilo). Com a ausência do Lucas no feriado, fui para a portaria.
O Paulo, funcionário do Aldeia, deu uma força. Ele descolou dois guardas-sol para nos abrigarmos, o qual improvisei numa mesa, dessas da skol, para proteger a caixa com a verba e as comandas. Eu mesmo, não escapei, a blusa ficou bastante umedecida...

É MUITO comum as pessoas pechincharem o valor da portaria, ainda mais quando você tem uma lista-amiga, com valor inferior. Sinceramente, não é o meu forte resistir ao charme da juventude.




Lá da portaria não pude ver nenhum dos dois shows, Samba Tereza e Chavala Talhada, ouvia bem de longe, enquanto procurava em vão um espaço que molasse menos, até desencanar de vez. A chuva despertava, naqueles momentos, um simbolismo forte. Não só lavando a alma, mas pela lembrança do GAIA, encharcada. Justamente, por serem os dois primeiros festivais feitos na raça, com a presença bucólica e chuvosa, produzido por dois coletivos paulistas que iniciaram os trabalhos a partir de contatos com a rede Fora do Eixo. O status de noite "miada" não roubava a brisa, até porque o GUTE (Grupo Urucum de Teatro Experimental) estava em Bauru para devolvê-la.

O clímax
Senhoras e senhores, com vocês...
Sem formalidades, a dupla de artistas do GUTE chegou chegando mesmo. Simplesmente entraram em cena, enquanto o Árido Groove discotecava e o Vinícius Nardi e o Artur Brisa faziam a troca de palco.
O dueto, Gui Brito e Dado Marconces, são agentes do Palco Fora do Eixo e Colméia Cultural (coletivo parceiro de Araraquara) e trouxe de Araraquara a esquete "Trato Duvidoso", uma parábola dos zóio que tudo vê, da saga de um filho de Deus e um filho do diabo, que estão em busca de uma chave perdida para entregar aos seus respectivos pais. No desenrolar da estória, os dois personagens realizam um trato para encontrar a chave e se livrar do castigo e a partir daí situações engraçadas se desenvolvem.

Foi a segunda ação do Palco Fora do Eixo - vertente das cênicas na rede Fora do Eixo - em Bauru (a primeira aconteceu na Noite na Floresta) e a primeira de forma integrada ao evento, orgânica (sem que as pessoas precisassem se deslocar de um local para o outro, por exemplo).
A presença do GUTE deu muito mais vida ao evento, roubando a cena total. A peça interagiu com o público, Você viu uma chave? A chave está no céu ou no inferno, escolhe um?, e a recepção, principalmente, estimulou ainda mais futuros esforços do Enxame para inserção de outras artes nos eventos.


Logo em seguida, a Chavala Talhada subiu e fez alguns covers e várias autorais como a genial "Toca Psy" e outros rocks, misturando groove e swing tudo junto e quase misturado os malabaristas Artur Faleiros, Marcelo Pinho e Carlos, que davam mais cor à noite. Houve também alguma interação com os artistas circenses, na tentativa de aprender a jogar objetos pro ar.



Ideia coletiva


No dia seguinte, depois do café da manhã, Dado Marcondes fez questão de trocar uma ideia com integrantes do Enxame Coletivo sobre a desenvoltura dos trabalhos nacionais do Palco Fora do Eixo. O núcleo iniciou seu trabalho no início deste ano, encabeçado pelo Enxame Coletivo, Colméia Cultural e Macondo Coletivo (Santa Maria / RS) e realiza reuniões quinzenais via skype com os 12 coletivos que integram o PFE.

Atualmente, o PFE estrutura-se para realizar ações em festivais nacionais, participar de editais, além de planejar uma turnê nos moldes das Noites Fora do Eixo. "Porém, essa turnê do Palco requer uma produção diferente das turnês musicais, porque os artistas precisam ver o palco, às vezes precisa ser adaptado" - explicou Dado.

Após o bate-papo na sede do Enxame, almoço: macarrão com molho de soja, ervilha e salada, guaraná 15 e ambos #partiu pra Araraquara.

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4º Observatório Fora do Eixo começa nesta segunda (07)

Debate online é selecionado pela bolsa da FUNARTE e busca referências em movimentos de vanguarda

Por Mariele Ramires | Espaço Cubo


A próxima edição do Observatório Fora do Eixo vem com um objetivo especial - debater dois dos maiores movimentos da cultura brasileira e suas influências na cultura independente hoje: A Tropicália e o Modernismo. A ação acontece de 07 a 09 de junho e é capitaneada pelo Circuito Fora do Eixo que, através da internet, cria um ambiente de alcance nacional para debates acerca de temas diversos. Esta obra foi selecionada pela "Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais/ Internet”.

Eles são os dois movimentos culturais que propuseram maiores rupturas culturais no Brasil e agora o CFE procura debater influências herdadas pela produção cultural independente. O primeiro (que pode ser chamado ainda de Tropicalismo) foi responsável pela mistura de vertentes tradicionais da cultura com variadas inovações estéticas, influenciados por correntes artísticas de vanguarda e cultura pop. O Mordenismo é como é caracterizado os trabalhos artísticos do início do século XX, permeando manifestações amplas da arte (arquitetura, design, música, teatro), deixando as tradicionais como artes plásticas e literatura , em busca de uma 'nova cultura'.

Agenda - A 4° edição do Observatório acontece nos dias 07, 08 e 09 de junho na sala do Observatório Fora do Eixo a partir das 20h e sua metodologia é um pouco diferente das edições anteriores, mantendo o grupo de trabalho sobre cada subtema.

Mediado pelo jornalista Alex Antunes junto a outros membros do CFE, os grupos de discussão receberão convidados com duração de quase uma hora de exposição. Os mediadores receberão as perguntas dos internautas via freenode e twitter do CFE e repassarão aos convidados, estimulando assim a interação entre debatedores e público. Todo esse debate será transmitido ao vivo pela Web Rádio Fora do Eixo.

A programação oficial será lançada nesta semana, fiquem atento ao twitter do @foradoeixo e ao blog oficial: wwww.foradoeixo.org.br/observatorio-fora-do-eixo e www.observatorioforadoeixo.wordpress.com

Leia MAIS sobre o 4º Observatório Fora do Eixo.

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Esquete "Trato Duvidoso" e discotecagem Árido Groove são atrações hoje na Pré-Festa do @festivalcanja

Hoje a partir das 21h no Aldeia Bar, além das bandas Chavala Talhada e Samba Tereza, a noite terá a esquete teatral "Trato Duvidoso", do GUTE (Grupo Urucum de Teatro Experimental) e discotecagem Árido Groove. Será a Pré-Festa do @festivalcanja - festival de artes integradas de Bauru que acontece entre 17 e 20 de junho de 2010.

Sons do Árido e do Groove


Abrindo a noite, rola discotecagem Árido Groove - projeto experimental de estudantes universitários bauruenses de sonoridades e rítimos brasileiros. Leandro Fontana, um dos integrantes, deu uma rápida entrevista, confira.

Como começou o projeto?

Leandro: O projeto começou a partir de uma festa em república, entitulada Árido Groove, que propunha uma valorizaçao das sonoridades brasileiras, entre os ritmos nordestinos e brega, resgatando algumas raízes e mesclando com a nova musicalidade da cena nacional. A partir dessa brincadeira, o árido groove virou um projeto musical, ainda experimental, com amigos que contribuem e participam sempre.

Isso foi em que ano? Essas sonoridades específicas, vocês tiram de inspiração de que artistas por exemplo?
Foi em 2008. À princípio partiram da percepção dessa nova cena da mpb nacional, cheia de misturas e referências. Zé de Riba, Cidadão Instigado,Chico Correia, Eddie, Dj Dolores, foram algumas das referências atuais. Também incorporamos em partes a vertente brega e psicodélica sessentista/setentista do rock nacional, como Os Argonautas, Os Populares, até Roberto Carlos e Erasmo.

Oficialmente são quantas pessoas no projeto?
O grupo é de 5 pessoas, que sempre pesquisam e trocam material. Mas o árido groove conta com mais pessoas, que se reunem toda semana pra fazer aquela reuniao com comidas,cerveja e música.

Trato Duvidoso (GUTE - Araquara)


Em uma apresentação rápida dois contadores de estórias (Gui Brito e Dado Macondes) entram em cena para nos contar como surgiu a dúvida na terra. A saga começa com o encontro do anjo, o Filho de Deus, com o capeta, Filho do Diabo e o trato que eles fazem de encontrarem juntos a Chave do Equilíbrio. Cheia de qüiproquós e envolta na cultura nordestina brasileira, a esquete trará muita reflexão misturada com comédia.

A esquete será apresentada durante a apresentação das bandas.

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